Na engenharia de manutenção, o rolamento não é apenas um componente de sacrifício; é o indicador principal da saúde mecânica de um sistema rotativo. A transição da manutenção reativa para uma estratégia de Manutenção Baseada na Condição (CBM) exige uma compreensão profunda dos fenómenos que ditam a vida nominal (L10) de um rolamento. Quando um rolamento falha antes do tempo previsto, a causa raramente é um defeito de fabrico, mas sim uma falha sistémica que pode ser corrigida.

A fadiga subsuperficial é o início do fim, mas é a lubrificação inadequada — quer por excesso, quer por défice — que acelera o processo de spalling (descascamento). Num contexto técnico, é vital considerar a viscosidade do óleo base da massa lubrificante à temperatura de operação. Se a película lubrificante não tiver espessura suficiente para separar os elementos rolantes das pistas (o chamado regime de lubrificação limítrofe), o contacto metal-metal gerará microfivelamentos e aumentará drasticamente a temperatura de funcionamento. Além disso, erros micrométricos na montagem, como o desalinhamento de eixos ou o ajuste inadequado de tolerâncias (IT), induzem cargas axiais não previstas em rolamentos de esferas de ranhura profunda, reduzindo exponencialmente a sua vida útil.

A monitorização de vibrações, através da análise de envelopes e de frequências de defeito (BPFO, BPFI), permite detetar estas anomalias na fase inicial. Identificar um padrão de choque antes de este evoluir para uma falha catastrófica é a diferença entre uma intervenção programada e uma paragem de emergência que compromete o cumprimento de prazos e a integridade de componentes adjacentes, como vedantes e veios.

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