O ar comprimido é frequentemente referido como o "quarto serviço público" nas unidades industriais, sendo simultaneamente um dos vetores energéticos mais ineficientes se não for gerido com rigor técnico. A eficiência de um sistema pneumático não se mede apenas pela capacidade do compressor, mas sim pela queda de pressão (ΔP) acumulada desde o reservatório até ao ponto de utilização final. Cada queda de pressão de 1 bar no sistema pode representar um aumento de 7% no consumo energético do compressor.

Um dos pontos críticos na pneumática industrial é o tratamento do ar. A presença de condensados, aerossóis de óleo e partículas sólidas não só contamina o processo, como degrada prematuramente as vedações de elastómero das eletroválvulas e dos cilindros pneumáticos. A implementação de unidades FRL (Filtro, Regulador e Lubrificador) corretamente dimensionadas é imperativa. Contudo, o sobredimensionamento de tubagens e a ausência de anéis de distribuição (redes em anel) provocam perdas de carga desnecessárias e fluxos turbulentos que prejudicam a repetibilidade dos ciclos produtivos.

Outro fator técnico negligenciado é a taxa de fuga. Em auditorias industriais, é comum encontrar redes onde 20% a 30% da energia gerada é perdida em fugas em ligações rápidas e tubos de poliuretano degradados. A substituição por materiais de alta performance e a calibração precisa dos reguladores de pressão para o valor mínimo necessário ao trabalho (em vez do valor máximo do compressor) resulta numa redução imediata do Total Cost of Ownership (TCO). A pneumática moderna exige precisão: desde o posicionamento de sensores magnéticos até à utilização de válvulas de escape rápido para otimizar os tempos de ciclo.

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